LAPT 5ª Temporada

Abra sua conta no PokerStars


Michael Mizrachi elogia o Brasil, mas avisa: 'Nunca mais tento blefar aqui'. Confira entrevista exclusiva!

01/12/2011

Por Redação

Michael Mizrachi

Durante a etapa de encerramento da temporada 2011 do Brazilian Series of Poker (BSOP), um nome se destacava no monstruoso field do evento principal. Afinal, é impossível um jogador com os resultados que tem Michael "The Grinder" Mizrachi passar batido em qualquer torneio do mundo.

O jogador, quinto colocado no Main Event da WSOP 2010, e grande destaque da maior série de poker do mundo no mesmo ano, veio ao BSOP Million e conversou com exclusividade com o SuperPoker.

Além de falar de WSOP e Brasil, o jogador, nascido em Miami, e pertencente a uma família de jogadores, The Grinder também falou sobre Black Friday, Full Tilt, e até da dificuldade de blefar contra os brasileiros.

Michael Mizrachi dá entrevista ao Mebeliska

SuperPoker: Você teve um ano de 2010 incrível. O que isso representou para sua carreira?
Michael Mizrachi: A WSOP 2010 foi fabulosa. Vai ser muito difícil, talvez impossível, igualar os feitos do ano passado. Foi uma reviravolta na minha carreira. Me levou a um patamar que eu sempre quis chegar.

SP: Como você veio parar no BSOP?
MM: Recebi o convite do Juliano (Maesano, editor-chefe da Revista Flop), já tinha ouvido as boas referências do Tristán (Wade, que veio em 2010 e voltou neste ano), decidi vir conhecer, jogar e me divertir

SP: E o que achou do torneio? E dos jogadores?
MM: É um torneio de alto nível, em termos de estrutura, mas ainda tem muita coisa pra melhorar em termos de field. O poker brasileiro ainda está em evolução. Me diverti bastante, vi alguns bons jogadores, mas em geral achei o pessoal meio maluco. Muita gente tentando dar "superhero calls", foi muito difícil blefar.

Michael Mizrachi

SP: Mas isso não acontece porque as pessoas querem eliminar um jogador de alto nível?
MM: Pode ser, tem esse lance de virar alvo, sim, mas acho que é situação normal. Isso acontece no mundo todo, mas aqui foi um pouco além. Vi gente fazendo jogadas muito estranhas quando eu não estava envolvido na mão.

SP: Mas você voltaria a jogar no Brasil?
MM: Claro! Inclusive pretendo jogar outras etapas do BSOP. O WPT, que tem feito várias paradas fora dos EUA, se viesse ao Brasil, contaria com minha presença. Mas eu nunca mais vou tentar blefar num torneio brasileiro. Não passa um... (risos)

SP: Depois da Black Friday, vários jogadores se mudaram dos EUA. Você pensou nessa possibilidade?
MM: Sim, pensei e ainda penso, já que não fazemos ideia do que vai acontecer com o poker online nos EUA. Mesmo que seja regularizado, sei que ainda vai levar um tempo. Penso em ir talvez para o Canadá, mas ainda não tem nada certo. Adoraria vir para o Brasil, mas é muito longe, a viagem é cansativa, e eu jogo muito poker ao vivo, preciso estar sempre em Las Vegas.

"The Grinder"

SP: E o que acha da possível volta do Full Tilt?
MM: Foi uma situação muito ruim. Conheço todos os profissionais envolvidos com o Full Tilt e, sinceramente, espero que o site volte a funcionar. Será muito bom para o poker, para os jogadores que tinham dinheiro lá... Mas é preciso ter calma. Até porque, ninguém sabe como vai ser a reação das pessoas, se o site vai voltar forte. De qualquer jeito, é o começo de uma solução para o problema gerado pela Black Friday.

SP: Todo mundo sabe que o Brasil tem outros atrativos para os jogadores de poker além dos ótimos torneios... praias, mulheres, baladas. Isso pesou?
MM: Olha, confesso que vir para cá teve esse lado festivo, sim. Inclusive pretendo conhecer Florianópolis. Gostei de São Paulo, mas quero ir à praia. Sou de Miami, moro na praia, não dá pra vir à "capital" das praias no mundo e não ver o mar. Quanto às mulheres, acho melhor deixar isso pra lá...(risos)

Compartilhe Facebook

Comente! Voltar


www.SUPERPOKER.com.br

www.SUPERPOKER.com.br | Todos os direitos reservados - Proibida a reprodução de conteúdo sem prévia autorização ©2011